O
sedentarismo é um dos fatores de risco de maior prevalência (número total de
casos) na gênese de patologias que afetam negativamente a saúde, como
obesidade, diabetes e hipertensão, referidas como doenças hipocinéticas, o que
sugere a adoção de um estilo de vida fisicamente mais ativo como fator de
prevenção e promoção/manutenção de um bom estado de saúde.
Manter-se
fisicamente ativo implica maior envolvimento com a atividade física, que pode ser
definida como qualquer movimento corporal produzido pela musculatura
esquelética, que gera um gasto energético superior ao que se despende em
repouso. Engloba, portanto, as atividades da vida diária, como tomar banho,
vestir-se e comer, as tarefas domésticas, as atividades profissionais, o
deslocamento e as atividades de lazer, incluindo exercícios físicos, dança etc.
Para
que a atividade física possa promover e manter benefícios à saúde, é necessário
que se induza adaptações positivas sobre o estado de aptidão física. Essas
adaptações são feitas, sobretudo, pela prática de exercícios físicos, definidos
como toda atividade física planejada, estruturada e repetitiva que tem por
objetivo a melhoria e a manutenção da aptidão física, das habilidades motoras
ou a reabilitação orgânico-funcional.
De
acordo com NAHAS (2006), considera-se sedentário o indivíduo que, na somatória
das atividades físicas, apresenta um gasto energético semanal inferior a 500
kcal. Já o indivíduo que acumula um gasto energético semanal de pelo menos 1
000 kcal é considerado moderadamente ativo.
Níveis
moderados de atividade física podem reduzir de forma significativa o risco de
doenças hipocinéticas (obesidade, hipertensão e outras). Portanto, identificar
o perfil de atividade física de cada indivíduo e sua relação com o atual estado
de saúde pode ser uma importante estratégia para a promoção de um estilo de vida
fisicamente mais ativo e saudável.
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