terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Dança Circular

Dança Circular
Dançar em roda é brincadeira antiga e para quem pratica a dança circular é como uma forma de festejar o sagrado, a vida. A dança é desenvolvida em roda com troca de lugar do participante dando fluência e fazendo-a infinita, como um ciclo que a todo instante recomeça.

Há quem a considere uma ginástica alternativa por ter suavidade no movimento e sua característica lúdica. Para mim esta dança é bem mais que uma ginástica, é uma terapia que considera do todo do ser humano com movimentos que faz com que seu participante tenha uma experiência quase de meditação.

Os movimentos são bem simples e fáceis de aprender, mas o iniciante deve estar atento para acompanhar se estiver em um grupo já familiarizado com a coreografia.

veja mais no:
http://www.youtube.com/watch?v=-TrJktkyXVw

Ginástica Alternativa




Existem as ginásticas mais tradicionais que há muitas décadas estão sendo disseminadas pelas academias (ginástica aeróbica, ginástica localizada, etc.) e como alternativa a estas ginásticas vem surgindo outras que têm princípios diferentes (suavidade, holismo e ludicidade).

Podemos citar como ginásticas alternativas o pilates (que está sendo amplamente divulgado atualmente), neopilates, power-pilates, ioga, shiatsu, educação somática existencial, feldenkrais, bioenergética, rolfing, antiginástica, reflexologia, massoterapias, ginástica harmônica, danças circulares, cadeias musculares e articulares, método Mézières, método self-healing, contato e improvisação, ginástica brasileira (baseada na capoeira), eutonia, ginástica suave, tai chi chuan e muitos outros.

Veja um vídeo sobre Tai Chi Chuan no site abaixo
http://www.youtube.com/watch?v=2sCZTaEahDQ

Saudação ao Sol: Yoga
http://www.youtube.com/watch?v=3dETE8vH7CM

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Doenças hipocinéticas: obesidade, hipertensão e outras




O sedentarismo é um dos fatores de risco de maior prevalência (número total de casos) na gênese de patologias que afetam negativamente a saúde, como obesidade, diabetes e hipertensão, referidas como doenças hipocinéticas, o que sugere a adoção de um estilo de vida fisicamente mais ativo como fator de prevenção e promoção/manutenção de um bom estado de saúde.

Manter-se fisicamente ativo implica maior envolvimento com a atividade física, que pode ser definida como qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética, que gera um gasto energético superior ao que se despende em repouso. Engloba, portanto, as atividades da vida diária, como tomar banho, vestir-se e comer, as tarefas domésticas, as atividades profissionais, o deslocamento e as atividades de lazer, incluindo exercícios físicos, dança etc.

Para que a atividade física possa promover e manter benefícios à saúde, é necessário que se induza adaptações positivas sobre o estado de aptidão física. Essas adaptações são feitas, sobretudo, pela prática de exercícios físicos, definidos como toda atividade física planejada, estruturada e repetitiva que tem por objetivo a melhoria e a manutenção da aptidão física, das habilidades motoras ou a reabilitação orgânico-funcional.

De acordo com NAHAS (2006), considera-se sedentário o indivíduo que, na somatória das atividades físicas, apresenta um gasto energético semanal inferior a 500 kcal. Já o indivíduo que acumula um gasto energético semanal de pelo menos 1 000 kcal é considerado moderadamente ativo.

Níveis moderados de atividade física podem reduzir de forma significativa o risco de doenças hipocinéticas (obesidade, hipertensão e outras). Portanto, identificar o perfil de atividade física de cada indivíduo e sua relação com o atual estado de saúde pode ser uma importante estratégia para a promoção de um estilo de vida fisicamente mais ativo e saudável.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Tchoukball



Na Segunda Série do Ensino Médio estudamos o Tchoukball - ai vai um texto para estudo
 
O tchoukball surgiu de reflexões e pesquisas do doutor Hermann Brandt, um médico suíço nascido em Genebra. No início da década de 1960, Brandt cuidou de muitos atletas que se lesionavam na prática de esportes e essas lesões eram, em sua maioria, provenientes de agressões dos adversários – o que é comum em modalidades de contato. Segundo Brandt, os esportes não deveriam produzir campeões, mas contribuir para a construção de uma “sociedade humana digna”. Para isso, ele criou esse esporte, que seria uma mistura de pelota basca (esporte popular no País Basco, Espanha, mas praticamente desconhecido no Brasil), handebol e voleibol.

 O nome da modalidade faz alusão ao som produzido pelo contato da bola como quadro de remissão (objeto usado como meio para atingir o alvo, que, no tchoukball, é qualquer parte do campo de jogo). Esse quadro é parecido com uma pequena cama elástica virada para a quadra. Pela ausência
de contato físico entre os participantes, essa modalidade é conhecida como o “esporte da paz”.

Ao criar esse novo esporte a partir de outros já existentes, Brandt diferenciou-o dos esportes mais conhecidos por quebrar alguns paradigmas. Primeiro, por não permitir o contato físico entre os jogadores sem estabelecer uma divisão do território de ataque e defesa, como acontece no voleibol, em que a rede faz a separação entre os adversários. Aqui, as duas equipes podem ocupar o mesmo espaço na quadra. Aliado a isso, está o segundo ponto diferencial: como não há contato físico, não é permitido interceptar ou roubar a bola do adversário. Só se recupera a bola em três situações: por consequência do erro de passe, da marcação de ponto ou de uma defesa após o arremesso, ao final de um ataque do adversário. A defesa sempre consiste em tentar recuperar a bola (rebote) após um arremesso da equipe adversária.

Outra diferença das demais modalidades esportivas coletivas é que os dois quadros de remissão não representam o alvo a ser acertado. Porém, para que um ponto seja concretizado a partir de um arremesso (há outras formas de se conquistar um ponto que serão apresentadas adiante), é preciso que a bola toque no quadro. Dessa forma, acertar o quadro funciona como um meio para se conseguir os pontos. Assim, o alvo passa a ser a quadra toda, pois se pode arremessar em qualquer um dos dois quadros disponíveis. Como não há divisão de espaços de ataque e defesa, a equipe precisa estar atenta e muito bem distribuída pela quadra, além de realizar uma movimentação constante em função dos passes da equipe adversária, pois, para recuperar a bola, é preciso estar em boas condições para pegar o rebote.

Destacamos as principais regras oficiais:  

  •    jogo acontece em um terreno de 40 × 20 metros (quadra oficial); 
  • a bola utilizada é a de handebol;

  •     ao todo são nove jogadores em cada equipe;
  • para acertar o alvo (a quadra), é necessário arremessar a bola em qualquer um dos dois quadros de remissão (quadros de 1 X 1 m, inclinados a 55°) dispostos na parte central da linha de fundo;
  • o arremesso não pode ser feito por trás do quadro (fora da quadra);
  •      não há uma quadra ou um alvo específico a defender ou a atacar, pois os dois quadros podem ser utilizados por ambas as equipes;
  •   em frente a cada quadro, há uma área frontal, ou zona proibida, em forma de semicírculo, com três metros de raio; o jogador nunca pode invadir essa área com a bola, ao finalizar, ao pegar o rebote,ao passar ou a recepcionar; depois de arremessá-la, caso o faça a partir de um salto, poderá entrar na área proibida desde que sem a posse da bola;
  • a duração do jogo para os homens é de três tempos de 15 minutos cada um; para as mulheres e equipes mistas, três tempos de 12 minutos cada um.

Os pontos: O simples fato de atingir o quadro não é suficiente para marcar pontos, pois ele funciona apenas como um meio para obter a pontuação. Para conquistar algum ponto a partir do arremesso, a bola deve tocar o quadro e cair em alguma parte da quadra (menos na área que fica em frente aos quadros, a zona proibida). Um jogador concede pontos à equipe adversária se: f não acertar o quadro após o arremesso;
·         após a finalização, a bola cair fora da quadra de jogo;
·         após a finalização, a bola acertar o seu corpo;
·         antes ou depois de arremessar, a bola cair dentro da área (zona proibida).

Se, após o arremesso, a bola for recuperada pela equipe adversária, o jogo continuará normalmente.Após a concretização de um ponto,a equipe adversária deverá repor a bola atrás da linha de fundo.

Os passes: Somente passes aéreos são permitidos e ninguém pode interceptar um passe. Cada equipe pode passar a bola, no máximo, três vezes (como no voleibol), porém sempre que a bola for recolocada em jogo ou recuperada a partir de uma defesa da equipe que foi atacada (pegar o rebote provocado após a bola bater no quadro), o primeiro passe não é contado. O jogador de posse da bola só pode dar três passadas (como no handebol) antes de passá-la ou arremessá-la ao alvo, mas sem quicá-la.

As faltas: Sempre que houver alguma violação das regras, as faltas deverão ser cobradas no local onde aconteceram ou onde a bola caiu. Ao repor a bola depois de alguma infração, o jogador não poderá arremessá-la diretamente no quadro, ou seja, é necessário executar, no mínimo, um passe antes da finalização. Se a bola tocar na borda do quadro após um arremesso, o ponto não será computado. Esse caso representará uma falta e o jogo será reiniciado pela equipe adversária do local onde a bola houver caído. Portanto, um jogador comete falta quando:
·         desloca-se driblando com a bola no chãoou no ar;
·         efetua o quarto passe;
·         de posse da bola, sai da quadra ou entrana zona proibida;
·         intercepta a bola (involuntariamente ou não) após um passe da equipe adversária;
·         deixa a bola cair no chão no momento de um passe ou recepção;
·         é tocado pela bola abaixo do nível da cintura (membros inferiores);
·         pega a bola após a finalização de sua equipe;
·         impede o deslocamento do adversário (segurando, agarrando, obstruindo a passagem etc.).

Fonte: Caderno do Professor - Currículo do Estado de São Paulo